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HIPOTIREOIDISMO

Hipotireoidismo é uma doença endócrina que ocorre devido a redução dos hormônios produzidos pela glândula tireoide. Os principais hormônios produzidos por essa glândula são a tiroxina (T4) e da tri-iodotironina (T3),

Dentre as doenças hormonais, obter o diagnóstico definitivo de hipotireoidismo é o mais desafiador, uma vez que vários fatores internos (tireoidite linfocítica; falha na secreção do hormônio TSH; neoplasia hipofisária) ou externos (medicamentos como glicocorticoides, antiinflamatórios não esteroidais; sulfonamidas; anticonvulsivantes, entre outros), podem reduzir os níveis desses hormônios.

Esta é uma doença que é mais comum em cães do que em gatos.

Normalmente o cão com hipotireoidismo começa a apresentar os primeiros sintomas da doença no início da idade adulta (a partir de 4 anos de idade), e pode acometer tanto machos quanto fêmeas.

Cães de qualquer raça podem desenvolver hipotireoidismo, mas observa-se mais em cães das raças Golden Retriever, Labrador, Cocker Spaniel, Schnauzer miniatura, Beagle, Dogue Alemão, Boxer, Teckel, entre outros.

Particularmente, na minha rotina tenho diagnosticado mais o hipotireoidismo em cães da raça Labrador, Beagle, Schnauzer e SRD (sem raça definida), de ambos os sexos.

A glândula tireoide é uma glândula muito importante, pois ela é responsável por regular o metabolismo de todo o organismo, e por esse motivo a alteração nos níveis desses hormônios no organismo podem causar alterações metabólicas, dermatológicas, neurológicas, cardiovasculares, reprodutivas, entre outros.

Os sintomas mais observados inicialmente são letargia (cães dorminhocos),intolerância ao exercício, ganho de peso mesmo com o apetite normal, baixa qualidade dos pêlos, que ficam secos, quebradiços, ausência de pêlos em regiões de pescoço, alopecia simétrica em tronco, queda ou raleamento dos pêlos da cauda (“cauda de rato”), hiperpigmentação na pele, seborreia seca; presença de infecções secundárias de pele e intolerância ao frio (buscam por locais mais quentes).

Alterações como convulsões, baixa frequência cardíaca e diminuição da fertilidade em fêmeas principalmente, podem ser observados também.

Durante a consulta endócrina, alguns tutores relatam que o animal passou a apresentar um temperamento instável, ora passaram a ser agressivos, ora medrosos, tímidos, ora irritadiços, e isso também pode ter relação com a baixa de hormônios tireoidianos na circulação.

O diagnostico é baseado em um histórico completo deste animal, detalhamento dos sinais clínicos associados com exames complementares (sangue e imagem) acrescido de exames hormonais específicos para se obter o diagnóstico definitivo de hipotireoidismo.

O tratamento inicial é medicamentoso, administrado por via oral e tem como objetivo suplementar o hormônio tireoidiano e assim controlar as alterações que a redução deste hormônio causa no organismo como um todo.

A maioria dos cães respondem muito bem ao tratamento, ganhando assim qualidade de vida.

Mas, lembre-se, o hipotireoidismo é uma doença crônica (infelizmente não tem cura), mas tem controle, e por isso requer acompanhamento com o médico veterinário especializado endocrinologista (preferencialmente) e realização de monitoramentos periódicos da doença e do quadro geral do animal.

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